Como funcionam os difusores de CO2 em aquários
Não há como negar que o dióxido de carbono desempenha um papel importante no seu aquário. Igualmente vital é a necessidade de manter níveis equilibrados do mesmo. Se injetar demasiado ou de menos, só lhe resta assistir, angustiado, à morte de todas as suas plantas e peixes. Mas se acertar no ponto certo, poderá então maravilhar-se sempre que quiser ao ver os seus peixes e plantas a prosperar, brilhar e florescer no seu pequeno, mas requintado, mundo aquático.

A dificuldade na suplementação de dióxido de carbono em aquários com plantas vivas é que essas plantas também libertam o referido gás em determinadas alturas do dia. Se isto não for controlado, pode causar uma acumulação de dióxido de carbono, que pode ameaçar os níveis de oxigénio do aquário, levando assim à morte dos peixes, além de perturbar o equilíbrio do pH do aquário. Outro problema é que certas plantas vivas não sobrevivem num aquário sem níveis de dióxido de carbono superiores ao normal. Afinal, os três fatores principais que deve sempre ter em conta se quiser que as plantas do seu aquário cresçam e se desenvolvam devidamente são os nutrientes, a iluminação e, claro, a distribuição de dióxido de carbono.
O que fará um difusor de CO2 pelo meu aquário?
É aqui que entra o difusor de CO2. Estes difusores são, basicamente, os responsáveis por ajudar o dióxido de carbono a dissolver-se melhor nos aquários. Afinal, se injetar dióxido de carbono diretamente na água, é provável que este apenas forme bolhas e não se misture de forma rápida e ideal com a água.
Consoante o difusor que estiver a utilizar, este engenhoso dispositivo costuma fazê-lo interagindo com a água e tornando possível que esta absorva facilmente o dióxido de carbono, o que permite que o referido gás permaneça na água durante períodos mais longos. O processo através do qual os difusores interagem com a água chama-se agitação, que, em termos simples, é o ato de misturar o dióxido de carbono com a água do aquário.
Os tipos mais eficientes de difusores costumam ser os que têm forma espiral, também conhecidos como sistemas de chicana. São concebidos desta forma para atrasar a injeção de dióxido de carbono no aquário, tornando-o mais fácil de regular. Existem também difusores em forma de sino, que retêm o dióxido de carbono nas suas estruturas em forma de sino para garantir que o gás é difundido da melhor forma possível. Existe ainda um tipo especial de difusor de CO2 utilizado para baixar também os níveis de pH da água. Estes costumam ser instalados quando há corais no aquário que também precisam de injeções de cálcio.
Claro que tudo isto é feito com base nas injeções de dióxido de carbono sugeridas de que o seu aquário necessita. E, com base nos factos acima referidos, não há dois aquários com as mesmas necessidades de dióxido de carbono. É por isso que o melhor é consultar primeiro especialistas sobre esta especificação tão importante. Muitos proprietários de aquários cometem este erro comum, que resulta num crescimento visivelmente atrofiado das plantas e, se não for corrigido, pode até levar à sua morte.
